
Por Suélen Brito, ilustração de Lucci Liz.
Na sala vazia, o eco ressoa,
voz de um tempo que ainda espera.
Lápis calado, caderno fechado,
mas o sonho, esse, não desespera.
É luta antiga, chão de esperança,
passo cansado que não recua.
Cada palavra é resistência,
feito flor que insiste na rua.
O saber não tem fronteira,
nem deve ter dono ou senha.
Educação é ponte inteira,
é farol que o mundo desenha.
Mesmo quando o muro é alto,
e o descaso finge ser lei,
há sempre um braço que levanta,
um grito: “ninguém solta a mão de ninguém”.
Resistir é verbo da alma,
semear em terra batida,
esperançar como quem planta
futuro no chão da vida.
Educação para todos não é favor,
é justiça em forma de ação.
É fazer do giz e da lousa
instrumentos de libertação.